5.5.07

Horizonte de melancolia e solidão

"Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção"


(Isso me lembra um pensamento de Saint Exupéry:
"O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção." )

"Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo"


Os sentimentos de um coração acometido de melancolia
Que agora o poeta é obrigado a esquecer e deixar o vento levar
Expurgar o fel da tristeza e solidão
Lembranças que não voltarão jamais

É triste pensar que uma história de amor se acaba com o tempo
Mas simultaneamente sinto-me aliviado, pois creio eu
Que nos caminhos dolorosos da vida há um propósito
E desistir não faz parte do vocabulário lupino

Portanto continuo a passos algumas vezes meio trôpegos, eu confesso
(eu reconheço meus limites)
em busca do amor que eu sei que existe em algum lugar
Não o amor perfeito das novelas ou dos filmes
Mas o amor perfeito para mim

"Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora"